Câncer de mama – Veja as Causas!

Feito o diagnóstico do câncer de mama, o choque é inevitável. Mas passado o primeiro momento do susto, deve-se ter em mente que há tratamento.

Para a maioria das mulheres, o medo de ter que retirar a mama, a queda de cabelo causada pelo tratamento e inúmeros fatores provenientes do diagnóstico afetam em cheio a auto-estima.

Câncer de mama

Câncer de mama. Imagem:divulgação

Mesmo tudo isso sendo difícil de encarar, é preciso ser forte, contar com o apoio dos amigos e da família e, acima de tudo acreditar.  Seja na medicina ou em algo acima de nós, encarar tudo com positividade e otimismo mantém corpo e mente numa sintonia agradável. E cientificamente comprovado: o bom humor e pensamentos positivos fazem com que o corpo reaja bem a qualquer tratamento médico.

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Câncer de Mama o que é?

O câncer de mama é uma massa tumoral maligna que se desenvolve por haver alterações genéticas em um conjunto de células mamárias, tanto dos glóbulos mamários quanto dos ductos, que passam a crescer descontroladamente e de forma anormal.

Câncer de mama

Câncer de mama. Imagem:divulgação

Embora este seja o tipo de câncer que mais se manifesta em mulheres, os homens não estão livres de serem acometidos pelo câncer de mama. Para cada 100 mulheres com o diagnóstico da doença, um homem também desenvolve o câncer.

Câncer de Mama causas

A causa do câncer de mama é a alteração genética das células mamárias. Isto é fato. Entretanto existem fatores de risco que podem desencadear ou contribuir para que esta alteração ocorra.

Câncer de mama

Câncer de mama. Imagem:divulgação

Ou seja, existem condições que potencializam, sejam elas fisiológicas ou causadas por agentes externos, e permitem que o indivíduo tenha maior propensão a desenvolver o câncer de mama. Lembrando que, para que se desenvolva o câncer de mama, não necessariamente a pessoa deva estar exposta aos fatores de risco, que são:

  • Ser mulher
  • Menstruar pela primeira vez precocemente
  • Entrar na menopausa tardiamente
  • Predisposição genética ou histórico familiar
  • Idade avançada
  • Alcoolismo
  • Tabagismo
  • Radioterapia prévia na região torácica
  • Mamas com maior densidade
  • Sobrepeso e obesidade
  • Sedentarismo
  • Fazer terapia de reposição hormonal
  • Nunca engravidar ou amamentar

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Câncer de Mama sintomas

Em sua maioria, os casos de câncer de mama, principalmente em estágios iniciais, não apresentam qualquer sintoma, o que faz com que o diagnóstico seja tardio. Por isso é sempre muito importante a realização de exames preventivos periódicos, como ultrassonografia das mamas, mamografia e o auto-exame.

Câncer de mama

Câncer de mama. Imagem:divulgação

Um nódulo de cerca de um centímetro cúbico, mesmo sendo pequeno, já pode indicar um tumor em estágio avançado. Não se preocupe, nem todo nódulo mamário é câncer de mama. Porém se faz necessário investigar para tirar a dúvida e, caso seja confirmado, começar o tratamento o mais rápido possível.

Mesmo sem sintomas aparentes, há sinais que sugerem que algo pode estar errado. São eles:

  • Áreas com vermelhidão na pele dos seios, inchaço ou áreas mais quentes e com a sensação de calor
  • Os mamilos ou as mamas apresentam alterações em seu formato – Isso deve ser levado em consideração principalmente se as alterações forem recentes. As mamas não são exatamente iguais, porém pode ser que uma mama fique muito diferente da outra
  • Secreção escura ou sanguinolenta clara ou escura que sai pelo mamilo
  • Caroços e nódulos na região das axilas
  • Pele enrugada e/ ou levemente ondulada como uma casca de laranja, assemelhando-se à celulite
  • Em estágios mais avançados, a mama pode desenvolver uma ferida ou úlcera

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Câncer de Mama tipos

Muita gente, se tratando de câncer, pensa existir apenas dois tipos de tumor: benigno e maligno. Mas na realidade não é bem assim. Existem diversos tipos e subtipos de câncer de mama e a confirmação do diagnóstico se dá de acordo com algumas avaliações, que são: tipo histológico, se é ou não invasivo, extensão e avaliação imunoistoquímica.

Câncer de mama

Câncer de mama. Imagem:divulgação

Após examinar minuciosamente o quadro clínico do paciente e o tumor é que será possível estabelecer qual o tipo e subtipo do câncer de mama. Vamos entender melhor o que são cada uma dessas avaliações:

  • Invasivo ou não – Quando o tumor não é invasivo, também chamado in situ, a membrana que o reveste não é rompida, mantendo-o apenas no local afetado, sem espalhar-se. Já no caso do tumor invasivo, esta membrana se rompe e o câncer se espalha para outros órgãos. Todo tumor in situ pode se tornar invasivo.
  • Extensão – A medição da extensão do tumor, bem como se são nódulos, linfonodos ou metástases, é feita de acordo com um padrão estabelecido para cada tamanho: estágio 1 são tumores onde as células cancerosas ainda permanecem dentro do ducto mamário e são, praticamente, todos curáveis; estágio 2 são tumores que têm tamanho inferior a dois centímetros; estágio 3 são nódulos com mais de cinco centímetros, que podem afetar outros tecidos e músculos, porém sem ter se espalhado pelo corpo; estágio 4 são tumores de qualquer tamanho, com metástase e que comprometem as glândulas linfáticas.
  • Avaliação imunoistoquímica – Também conhecida por IHQ, a avaliação imunoistoquímica feita para o câncer de mama verifica se aquele tumor tem os receptores hormonais, pois apenas 35 a 30%dos cânceres de mama não tem esses receptores, que fazem com que o hormônio seja atraído para o tumor, ligando-se ao receptor e fazendo com que essas células doentes se multipliquem, agravando a doença. São três os hormônios que funcionam como receptores hormonais para o câncer de mama: o estrógeno, a progesterona e o HER-2.
  • Tipo Histológico – O tipo histológico é o nome que determina qual é o tipo de câncer, distinguindo um do outro, dividindo-se em diversos subtipos, avaliando os fatores do tumor, como se há presença de receptores hormonais ou não e sua extensão. Os tipos mais comuns de câncer de mama são:
    • Carcinoma lobular in situ: Este tipo de tumor se origina nas células dos lobos mamários e não invadem os tecidos que o circunda, entretanto, comumente é multifocal e representa de 2 a 6% dos casos de câncer de mama diagnosticados.
    • Carcinoma lobular invasivo: Este tumor, sendo o segundo tipo mais comum, também nasce dos lobos mamários, porém pode invadir outros tecidos e se espalhar ou concentrar-se em apenas um local, sendo comum atingir ambas as mamas. Geralmente constata-se a presença de receptores de estrógeno e progesterona, mas raramente da proteína HER-2.
  • Carcinoma ducta in situ: Este é o tipo de câncer de mama mais comum e que acomete a maioria das mulheres diagnosticadas com câncer de mama não invasivo. Este tipo afeta os ductos mamários, ou seja, os canais que conduzem leite. O câncer de mama in situ como já vimos, não invade outros tecidos nem se espalha pela corrente sanguínea, já que as células doentes ficam dentro do nódulo, pois a membrana que reveste o tumor não se rompe. É possível haver vários focos e nódulos na mesma mama e há a presença de receptores hormonais na superfície das células.
  • Carcinoma ductal invasivo: Este tipo de câncer, além de afetar os ductos da mama, ele pode invadir os músculos e tecidos ao seu redor. Este é o câncer que representa um total de 65 a 85% dos cânceres de mama invasivos e pode se desenvolver apenas em um lugar ou espalhar-se para outros órgãos, e também apresenta um ou mais receptores hormonais em suas células superficiais.
  • Carcinoma inflamatório: Já este tipo de câncer, raramente apresenta receptores hormonais, sendo denominado também de triplo negativo. Ele é o tipo de câncer de mama mais raro e mais agressivo. Ele se apresenta como uma inflamação na mama e, geralmente possui uma grande extensão, com grandes chances de se espalhar por diversas partes do corpo e produzir metástases. Ele também se desenvolve nos ductos mamários e nas glândulas produtoras de leite.
  • Doença de Paget: Este é um tipo de câncer de mama que representa de 0,5 a 4,3% de todos os casos de carcinoma mamário, sendo desta forma, raríssimo. Ele se desenvolve na aréola ou nos mamilos, podendo afetar apenas um ou os dois ao mesmo tempo. Caracteriza-se na pele, como crostas ou inflamações, podendo, também, não manifestar qualquer sintoma. Podem surgir de duas formas: as células tumorais crescem nos ductos mamários e evoluem em direção ao mamilo, ou se desenvolvem já na área terminal dos ductos mamários, onde há a ligação com a epiderme.

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Câncer de Mama tem cura?

O câncer de mama, assim como outros tipos de câncer, tem cura. O sucesso de cura depende essencialmente do tipo e do estágio em que esse câncer se encontra ao ser diagnosticado. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances do tratamento dar resultados positivos, do contrário, o índice de cura diminui e complicações podem aparecer mesmo após o tratamento.

Câncer de mama

Câncer de mama. Imagem:divulgação

É importante ressaltar que, mesmo em pacientes que não têm cura, o devido controle e tratamento podem proporcionar uma vida relativamente normal, e o paciente pode viver por muitos anos com uma boa qualidade de vida.

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